História: Subaru

sábado, 23 de outubro de 2010

A marca japonesa Subaru foi fundada pela FHI (Fuji Heavy Industries) em 1953. Mas a história da FHI remonta a 1917, fundada inicialmente com o nome The Aircraft Research Laboratory por Chikuhei Nakajima, um apaixonado pela aviação. Chikuhei Nakajima era o filho mais velho de um agricultor.
Em 1931 a empresa altera o seu nome para Nakajima Aircraft Company e alguns anos depois, com o início da II Guerra Mundial, passa a ser o principal fornecedor de aviões do Japão.
Em 1945 com o final da II Guerra Mundial, a empresa alteraria novamente o seu nome, agora para Fuji Sangyo. No ano seguinte, a Fuji Sangyo lançaria a sua primeira scooter com o motor Rabbit de 135 cc e 2 cv. Na construção do motor, recorreu-se às peças dos aviões de guerra.
Em 1950, devido a uma lei aprovada pelo governo japonês, a Fuji Sangyo seria dividida em 12 companhias mais pequenas. Em 1953 depois da fusão de algumas dessas companhias, seria fundada a FHI. Nos novos planos a FHI decidiu que deveria entrar no mercado automóvel, tendo para isso criado a Subaru.
Em 1954 é lançado o seu primeiro automóvel o Subaru P1, mais tarde viria a chamar-se Subaru 1500, devido à sua cilindrada.
Em 1968 a Nissan adquire 20% da FHI.
Em 1977 a Subaru aventura-se no mercado americano com o Subaru Brat, sendo o modelo bem aceite pelo mercado.
Em 1989 o Subaru Legacy bate o recorde de velocidade numa distância de 100.000 km, com uma velocidade média de 223 km/h. A Subaru viria a bater novos recordes de velocidade, recorrendo sempre a versões de série.
Em 1992 é lançado o Subaru Impresa, aquele que é o modelo mais conhecido da marca nipónica. O Subaru Impresa ao longo das suas diferentes gerações, viria a ser muito conhecido pelas suas versões desportivas, WRX e WRX STI, e também devido às suas prestações no rally. A versão WRX STI possui 2500 cc e 280 cv com um binário de 392 Nm.
Em 1999 a General Motors adquire os 20% da FHI que estavam em posse da Nissan, mas em 2005 a Toyota adquiria 8.7% da FHI pertencentes à GM.

Mercedes Blue Wonder

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Os carros de competição da Mercedes-Benz no início da década de 1950 foram de tal maneira marcantes que, em 1952, a marca começou a idealizar um veículo de transporte muito especial. Como resultado, em 1954 surgiu um camião único. Não tinha nome mas depressa foi apelidado de Blue Wonder, devido ao seu design ímpar de curvas macias e pintado num azul muito profundo.
Dotado de um motor 300SL, seis cilindros 3.0 do Gull Wing - Asa de Gaivota - com injecção mecânica directa de combustível e uma potencia de 192cv, atingia 170km/h mesmo carregando com um veículo de competição.
As linhas arredondadas da cabine tinham continuidade nas laterais e terminavam numa traseira que fazia lembrar o desportivo Gull Wing. A região dos dois vidros posteriores era alongada, o que favorecia a aerodinâmica do veículo tanto descarregado quanto em transporte, pois suavizava o fluxo de ar sobre o veiculo que levava. Media 6,75m de comprimento, 2m de largura e apenas 1,75m de altura.

Opel GT

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Em 1962 Clare McKichan, que tinha sido chefe de desenho da Chevrolet nos últimos dez anos, integrava-se, como director, no departamento estilístico da Opel. É então que surge a ideia de um projecto inovador; construir um coupé de dois lugares a um preço "acessível". Um ano mais tarde o chefe de desenho da General Motors, Bill Mitchel, dá o cartão verde ao projecto. McKichan e Schnell começam a trabalhar na realização de um modelo à escala 1:10.
Durante dois anos de trabalho prepara-se um protótipo na fábrica alemã de Rüsselsheim que denominaram de "Experimental GT".
Este aparece finalmente no Salão de Frankfurt de 1965. As formas deste protótipo recordava ao primeiro olhar um Corvette americano (devido, provavelmente, ao facto de McKichan ter uma certa influencia dos seus anos de trabalho na Chevrolet).
Conscientes da sua aceitação por parte do público, a Opel tratou logo de procurar empresas para realizar o chassis e a carroçaria.
Relativamente à mecânica, foram instalados inicialmente os motores que equipavam o Kadett (1100), o Rekord e o Kadett Rallye (1900).
A apresentação oficial do modelo definitivo (que continha variações consideráveis em relação ao "Experimental GT") ocorreu no Salão de Berlim de 1968 e não começaria a comercializar-se até ao Outono desse ano.
Foram fabricadas 103463 unidades entre 1968 e 1973, das quais 70222 foram vendidas nos EUA.
Havia 2 versões, o GT1100 de 60cv e o GT1900 de 90cv, motores de 4 cilindros em linha, refrigerado por água e alimentados por carburador Solex 32 DIDTA-4. A velocidade máxima era de 185km/h e fazia 10.8s 0-60mph (96,6 km/h).

Ford Capri

domingo, 12 de setembro de 2010

O Capri foi apresentado pela primeira vez no Salão Automóvel de Genebra de 1968, destinado a um tipo de condutor que queria o conforto de uma berlina num carro desportivo. O que mais se destacou na época foi o estilo, desempenho e a relação custo-benefício.
O primeiro Capri, o MkI, foi lançado em 1969. Uma iniciativa da Ford fez com que no mesmo dia em que o carro foi colocado à venda, houvesse Capri estacionados em centenas de locais públicos, fazendo com que o público do Reino Unido "entrasse" na sua apresentação. No inicio os motores estavam disponíveis nas versões 1.3, 1.6 e 2.0 cc, com o equipamento X (Extras), L (Luxo) e R (Desportivo), também chamado XL e XLR. 
A reformulação veio pela primeira vez em 1972. O Capri tinha um novo olhar (que foi mantido por 14 anos); a suspensão traseira adoptou barra estabilizadora de serie, novas ópticas frontais e traseiras e capot elevado, característica que até ali só se encontrava de série no modelo V6. O último Capri MkI foi um RS2600 MkI fabricado na Alemanha em 1973.
O Capri MkII não foi mais do que um redesign do MkI, mas aparte do chassis, do capot e muito das peças do motor, tudo era novo. Destacava-se por ter um habitáculo ligeiramente maior e mais arejado. Também os bancos traseiros eram rebativeis de forma a tornar o porta-malas com mais capacidade. Houve também uma mudança nas especificações, substituindo o antigo motor V4 Pinto de quatro cilindros. A política das opções de equipamentos diversos (X, L, XL) foi abandonada.
Havia apenas seis modelos Capri II que iam desde o básico 1300 L ao 3000 GT, o mais alto da escala. As vendas caíram mais de 50% (100.000 automóveis, em vez de 233.000) e isso aconteceu porque as pessoas não ficaram convencidas com esse redesign. Na Europa, o Capri teve de lutar contra o Opel Manta, um carro bom e atraente, o que provocou uma queda considerável nas vendas.
Produção do Capri MkII foi de 403 612 unidades. E entre 1968 e 1986 foram fabricados na Europa pelo menos 1.886.647 modelos Capri.

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Renault 4L

sábado, 14 de agosto de 2010

No final dos anos 50, os carros populares que faziam sucesso em França eram o Citroën 2CV, lançado em 1948, e o Renault 4CV, lançado em 1947. Para a necessária substituição do velho Renault, o então presidente da Renault Pierre Dreyfus reuniu a sua melhor equipa de técnicos e engenheiros. Dreyfus exigiu-lhes um automóvel simples, moderno, barato e funcional, capaz de atender a tudo e todos, eficaz em estradas e no campo.
Estava também definido que o novo Renault teria por volta de 600 cm3 e 20cv e que herdaria boa parte da mecânica do 4CV, mas a tracção seria obrigatoriamente dianteira fazendo deste o primeiro Renault com esta configuração. Em 3 de Agosto de 1961 era apresentado o Renault 4L. O seu primeiro motor tinha quatro cilindros, caixa de três velocidades em linha e 603 cm3. A potência de 20 CV ás 4.700 RPM permitia velocidade máxima de 95 km/h e um consumo médio de 15 km/l. O capot abria-se de trás para a frente e a suspensão era independente nas quatro rodas, com barras de torção em ambos os eixos. Tinha o primeiro sistema de refrigeração selado do mundo, que evitava a perda e consequente reposição do liquido de refrigeração. Uma peculiaridade do novo Renault 4L era a distância entre eixos maior no lado direito, 2,45 contra 2,40 metros, uma imposição do tipo de suspensão traseira.
Por dentro o 4L era extremamente simples. Acomodava bem quatro passageiros em bancos muito simples, que só tinham forro, sendo que a estrutura era visível por trás e de lado. O espaço para bagagem também era razoável, podendo chegar a 950 litros sem assentos traseiros. À frente do volante de três raios ficavam apenas velocímetro e marcador de combustível, e o retrovisor no centro do painel do habitáculo.
Em 1962 era lançada a versão Super e passava a existir uma motorização de 747 cm3 de 27 CV. Uma nova caixa de quatro velocidades estava também disponível e a velocidade máxima rompia agora os 100 km/h. 
Em 1964 eram atingidas as primeiras 500000 unidades matriculadas.
Em 1965 surgia a versão Fourgonette (carrinha) que tinha a capacidade de carga aumentada. A parte traseira era mais alta e mais larga podia-se optar por porta traseira de abertura lateral ou vertical bipartida.
Nesse ano chegava também a versão Parisiénne, criada em parceria com a revista feminina Elle. Esta versão tinha a particularidade de ter, nas laterais, uma pintura quadriculada escocesa, vermelha e preta, ou com tons bege e preto, e os bancos dianteiros eram individuais. Era bastante bonito, chamava a atenção e tinha um certo charme, principalmente diante do público feminino. O motor crescia, passava a 845 cm3 e 34 CV. A velocidade máxima era agora de 115 km/h. Um ano depois o R4 ganhava uma grelha maior, com aspecto mais moderno, que ocupava toda a largura da frente. O painel era redesenhado e todos os bancos ganhavam forras integrais. No inicio de 1966 o primeiro milhão de unidades matriculadas era atingido.
Em Setembro de 1970 o modelo Rodeo era apresentado, de desenho muito simples e com mecânica do R4, tinha carroçaria em plástico reforçado com fibra-de-vidro. Tinha duas portas e capota de lona. Era um concorrente directo do Mehari, derivado do Citroën 2CV. A concorrência começava a aumentar. Na mesma faixa de preço estavam também o Ford Escort, o Opel Kadett e o Fiat 127.
Em 1975 o R4 ganhava novos pára-choques e a grelha tornava-se rectangular. O novo painel, com acabamento quase todo preto, era maior e mais seguro, com protecção de borracha. A alavanca das mudanças e o retrovisor continuavam no mesmo sitio. Os bancos estavam mais anatómicos, confortáveis e com encosto para a cabeça. Em 1977 eram celebradas cinco milhões de unidades produzidas, número que confirmava o sucesso alcançado pelo pequeno Renault.
Travões dianteiros de disco eram introduzidos em 1983, bem como um motor de maior cilindrada, que equipava uma nova versão denominada GTL, com 1.108 cm3, 34 CV às 4.000 RPM e velocidade final de 122 km/h. Em 1991 existiam as versões TL, GTL e GTL 4x4, com tracção nas quatro rodas. Foi um carro bastante comum nos correios e nas empresas de entrega rápida, mas também podia ser encontrado frequentemente nos quartéis da polícia e dos bombeiros. O Renault 4L é um dos carros mais vendidos com mais de 8 milhões de viaturas matriculadas.

BMW Série 8

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O design do Série 8 começou em 1984, com a construção a partir de 1986. O Série 8 estreou em Frankfurt Motor Show no início de Setembro de 1989, projectado para avançar além do mercado do série 6 original.
Mais de 1,5 biliões de Deutschmark (marco alemão, moeda da Alemanha na época) foi gasto no desenvolvimento total. A BMW utilizou ferramentas de CAD (desenho assistido por computado), ainda incomuns na época, para projectar um carro novo. Combinado com os testes de túnel de vento, o carro tinha um coeficiente aerodinâmico de 0,29, uma melhoria substancial em relação ao anterior BMW M6/635CSi com 0,39.
O Série 8 foi um dos primeiros carros da BMW, assim como o Z1, a usar suspensão multibraço no eixo traseiro.
Embora nos modelos CAD o monobloco do carro era cerca de 8 kg mais leve que a do seu antecessor, o carro foi significativamente mais pesados quando concluído, devido ao grande motor.
As vendas do série 8 foram afectadas pela recessão mundial da década de 90, a Guerra do Golfo Pérsico, e os picos de preços de energia, puxando o BMW Série 8 para fora do mercado norte-americano em 1997, vendendo apenas 7.232 carros com mais de sete anos . BMW continuou a produção para a Europa até 1999. O total da produção mundial foi de 30.621, compreendida entre 1989 e 1999, com os modelos
830i (3 litros V8 com 218 CV), 840i (4 litros V8 com 286
CV), 850i e 850 Ci (5 litros V12 com 300 CV) e 850CSi (5 litros V12 com 380 CV). 
Foi fabricado também um protótipo M8 mas há poucos fatos confirmados pela BMW. Começou a ser desenvolvido em 1990 e previa o uso de uma versão especial do motor S70 (que equipou o 850CSi) com cilindrada de 6,0 litros e potência de 550 CV. Estudos da BMW na época indicaram que não haveria mercado para o M8 o que levou o projecto a ser cancelado.