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Citroën SM

sábado, 31 de julho de 2010

A Citroën sempre teve intenção de fazer um carro de sonho que pudesse rivalizar com a Porsche, Jaguar e Lotus. Em 1968 assinou um acordo de cooperação com a Maserati.
No Salão de Genebra de 1970 apresentou o modelo SM, resultado dessa cooperação. O motor, concebido por Giulio Alfieri, era um V6 derivado de um V8 da casa italiana. De resto seguia a tradição e os conceitos avançados que fizeram a fama da fábrica francesa.
Era um coupé de quatro lugares com a frente bem longa e a traseira curta. As rodas posteriores eram parcialmente cobertas e a carroçaria, vista de cima, seguia o conceito gota do DS, com frente mais larga que a traseira. Ainda como no DS, tinha suspensão hidropneumática de altura constante e independente nas quatro rodas e revelava preocupação com a aerodinâmica.
Dos seus seis faróis, os quatro internos, menores, seguiam o movimento das rodas, protegidos por um vidro-bolha que cobria toda a frente. Dava um aspecto elegante e único ao automóvel. A grelha para refrigeração do radiador ficava abaixo do pára-choques e era na mesma cor da carroceria.
No primeiro ano de fabrico vendeu 868 exemplares e em 1971, quando a Citroën comprou a Maserati, as vendas subiram em flexa, atingindo 4988 unidades. A mecânica oferecida até meados de 1972 era um V6 com duplo comando de válvulas, com bloco de alumínio, 2,6 litros e 178 cv. Seguindo a tradição da marca, tinha tracção dianteira. Acelerava de 0 a 100 km/h em 8,9 s e alcançava 220 km/h na versão com cinco velocidades e equipada com carburadores. Para travar dispunha de quatro discos de alta pressão.
A direcção assistida tinha um sistema de assistência variável que a endurecia à medida em que a velocidade aumentava. Ainda, quando se soltava o volante, mesmo com o carro parado, este colocava as rodas em linha recta (sistema Diravi). Tinha apenas uma volta de batente a batente - a maioria dos carros tem cerca de três - e era impossível virá-la se o motor não estivesse em funcionamento. As jantes RR (Resina Reforçada) só pesavam 4,66 kg.
Em 1972 era lançada a injecção eletrónica Bosch e a produção chegava a 4036 exemplares. Nesse ano a revista americana Motor Trend elegia-o Carro do Ano.
Em 1973 era oferecida como opção uma caixa automática Borg Warner e o V6 em todas as versões passava a quase três litros de cilindrada, desenvolvendo 180 cv. Devido à crise do petróleo e à imposição de limites de velocidade nas estradas e auto-estradas, as vendas caíam vertiginosamente. Nesse ano somente 2619 exemplares foram vendidos.
No ano seguinte a procura continuava a descer e a Peugeot adquiria a Citroën, entregando para Guy Ligier a produção. Mais 20 exemplares seriam produzidos. Em 1975 o grupo decidiu encerrar a produção e Ligier produziu os últimos 115 SM.
Em seis anos (1970 a 1975) foram produzidos 12920 SM, sendo 7191 para exportação (4240 para a Europa, 2482 para o continente americano e 469 para outros países). Os seus avanços tecnológicos foram utilizados em carros como Ligier JS2, Maserati Merak e Khamsin.

GT by Citroën

terça-feira, 9 de março de 2010

O construtor francês Citroën apresentou no Paris Motor Show em 2008 um super carro que teve a sua génese numa parceria com uma empresa de simulação de corridas, a Polyphony Digital, detentora do famoso jogo Gran Turismo, para a Playstation da Sony. Takumi Yamamoto, responsável pelo design virtual do automóvel, moveu influências para que a Citroën aceitasse construir o que estava já idealizado para o Gran Turismo. A presença num jogo que vendeu mais de 50 milhões de cópias para fanáticos do automóvel foi motivo suficiente para produzir o protótipo apresentado, numa edição limitadíssima de aproximadamente 6 viaturas.
Quando revelado no Paris Motor Show, os visitantes tiveram a possibilidade de ver o automóvel mas também de o pilotar virtualmente numa consola Playstation. Juntando pela primeira vez o mundo virtual e real, todos os parâmetros e comportamento do carro poderam ser experimentados com exactidão no simulador, com as mesmas sensações da vida real.
A aerodinâmica é impressionante, com um ar muito futurista, mas é ao nível do propulsor que a Citroën impressiona. Com um motor híbrido de baterias fuel cell, possui uma potência total de 784 cv. Com 1.400kg - que incluem as baterias e o tanque de hidrogénio - o GT acelera até aos 100km/h em 3.6s e atinge uma velocidade máxima de 330km/h.

História: Citroën

segunda-feira, 8 de março de 2010

A marca francesa Citroën foi fundada por André Citroën em 1919. A Citroën começou como uma fábrica de produção de armamento para a I Guerra Mundial, mas com o final da guerra a produção de armamento cessou, lançando-se então na produção de automóveis.
Em 1933 a Citroën lançou o Rosalie o primeiro automóvel de série a incorporar um motor a gasóleo.
Em 1934 a Citroën, depois de perdas financeiras devido às suas linhas ultrapassadas, lançou o modelo Traction Avant um modelo completamente inovador para a época. O Traction Avant foi o primeiro automóvel a ser produzido em série com chassis monobloco, suspensão frontal independente e tracção dianteira. Este modelo marcou uma viragem na indústria automóvel. A rápida introdução do Traction Avant na produção, levou a Citroën à ruína, sendo comprada pela Michelin em 1934. Para sorte da Michelin o Traction Avant foi bem aceite pelo mercado e graças a essa aceitação a Michelin conseguiu tirar a Citroën da ruína.
Em 1948 a Citroën lança o 2CV o seu modelo mais famoso de todos os tempos. O 2CV foi lançado com o objectivo de ser uma alternativa ao cavalo nas zonas rurais, mantendo-se em produção até 1990 praticamente sem alterações.
Em 1955 é introduzido no mercado o Citroën DS, o primeiro modelo a utilizar a suspensão hidropneumática regulável em altura e a trazer de série discos de travão. O DS em 1968 já trazia faróis direccionais e transmissão semiautomática, uma transmissão inovadora que recorria a pistões no interior da caixa de velocidades. A suspensão hidráulica foi introduzida em praticamente todos os modelos da Citroën, podendo os condutores conduzirem com a suspensão elevada ou rebaixada consoante o piso; isto permitia ao condutor possuir uma condução mais agradável. A Citroën foi também uma das pioneiras a utilizar o túnel de vento na produção de automóveis, permitindo isto melhorar a aerodinâmica e baixar o consumo de combustível.
Em 1968 a Citroën vendeu 49% das suas acções à FIAT e passou a adquirir no mesmo ano a Maserati, começando a incorporar a sua tecnologia em praticamente todos modelos da Maserati.
Em 1973 devido à nova crise energética e ao erro estratégico de não possuir nenhum modelo na proveitosa classe média, fez com que a Citroën atravessa-se uma nova crise. Nesse mesmo ano a FIAT devolveu a sua parte à Citroën e passado um ano a Citroën estava na falência. Temendo despedimentos em massa o governo francês promoveu conversações com a Peugeot. A partir de 1976 a Peugeot adquiriu a 90% da Citroën, dando origem ao grupo PSA Peugeot Citroën. Sob o controlo da Peugeot, a Citroën vendeu a Maserati à DeTomaso e rapidamente começou a perder as suas características, ficando cada vez mais baseados nos modelos da Peugeot.
O versátil 2CV foi finalmente terminado em 1990 sem substituto.
Após lançar alguns modelos estranhos, embora eficientes, durante os anos 90, mais recentemente a Citroën conseguiu redescobrir a sua tradição em inovação, o que ficou provado pelos novos modelos, como o C2, C3, C4 e C6 demonstrando-nos o compromisso contínuo da Citroën em inovar no Século XXI.