Lancia Stratos

domingo, 20 de junho de 2010

O Lancia Stratos foi um bem sucedido carro de rally durante a década de 70 e o início da década de 80. O carro deu início a uma nova era no rally pois foi o primeiro carro projectado de propósito para este tipo da competição.
A carroçaria foi projectada por Bertone e a disposição técnica foi vagamente baseada num concept car chamado Stratos Zero, com um motor Lancia Fulvia V4, apresentado na Exposição de Automóveis de Turim de 1970. A carroçaria em forma de cunha bastante curta e larga, aumentava a tracção. Em 1971 a Lancia apresentou o protótipo Lancia Stratos HF.
O protótipo foi pintado em vermelho fluorescente com o pára-brisas envolvente em forma de crescente de modo a fornecer a máxima visibilidade dianteira e uma visibilidade traseira quase nula, desnecessária no rally. Inicialmente o protótipo foi equipado com três motores diferentes: o motor Lancia Fulvia, o motor Lancia Beta e o motor traseiro Ferrari Dino V6 de 2,4 litros e 190cv.
A Lancia realizou testes com o Stratos fazendo-o competir em diversos eventos, onde os protótipos do Grupo 5 eram permitidos, durante temporadas de 72 e 73. A produção de 400 carros, necessária para a homologação no Grupo 4 foi lançada em 1973 e o carro foi homologado para o Campeonato Mundial de Rally de 1974. O motor Ferrari Dino V6 foi descontinuado em 1974, mas foram construídos 500 motores, os últimos a serem produzidos, para a Lancia.
Para a competição, o motor foi afinado até 280cv tendo chegado a 560cv com a montagem um turbo compressor KKK. As versões com motor turbo eram apenas permitidas no grupo 5 e nessa altura não possuíam a fiabilidade que as outras tinham.
O Lancia Stratos ganhou os campeonatos mundiais de 74, 75 e 76 com o piloto Sandro Munari, e podia ter ganho mais, não fosse a política interna do grupo Fiat de privilegiar o Fiat 131 Abarth no Campeonato Mundial de Rally. O Stratos ganhou o Rally de Monte Carlo em 79 com a equipa privada Chardonnet. Sem o apoio da Fiat, e apesar dos novos regulamentos que restringiam a potência do motor, o carro permaneceu um concorrente sério e capaz de vencer viaturas de fábrica quando conduzido por um piloto experiente. O ponto final da carreira do Lancia Stratos ao nível internacional ocorreu apenas em 1981, no Ralli da Córsega, com uma vitória de Bernard Darniche.

História: Lancia

A marca italiana Lancia foi fundada em 1906 por Vincenzo Lancia, piloto de testes da FIAT e um dos mais rápidos pilotos da época, e Claudio Fogolin.
Os primeiros modelos da Lancia tinham a característica dos seus nomes fazerem referencia às letras do alfabeto grego.
A Lancia começou a destacar-se pelos seus automóveis leves e inovadores, tal como aconteceu com o Lancia Theta em 1913, o primeiro automóvel a incorporar um sistema eléctrico. Mas é em 1922 com o lançamento do modelo Lambda que a Lancia começou a ficar na boca do mundo. O Lancia Lambda ficou conhecido pelas suas inovações técnicas, tais como a suspensão independente e chassis monobloco.
Em 1937 a Lancia lança o Aprilia, um automóvel compacto de 4 portas cujo sucesso de deveu em grande parte ao preço competitivo. Nesse mesmo ano Vincenzo Lancia morre de ataque cardíaco.
Em 1951 é lançado o Lancia Aurélia GT, aquele que foi considerado o primeiro veículo de grande turismo, tornando-se num autêntico sucesso de vendas.
Em 1956 Juan Manuel Fangio sagrou-se campeão do mundo de Fórmula 1 ao volante de um Lancia D50 preparado pela Scuderia Ferrari.
A Lancia numa tentativa de produzir automóveis de elevada qualidade começou a ter problemas financeiros o que a levou a ser adquirida pela Fiat em 1969.
Em 1972 é lançado o Lancia Stratos HF um automóvel de linhas irreverentes, construído de raiz para a competição em Rally, tendo ganho o campeonato em 1974, 1975 e 1976. Pouco tempo depois o Lancia Stratos foi substituído pelo Fiat 131 Abarth no campeonato de rally.
Em 1974 é lançado o Lancia Delta, modelo que ficaria muito popularizado na sua versão HF Integrale, devido às vitórias conseguidas no WRC (World Rally Championship) de 1987 a 1992. O Lancia Delta HF Integrale tornou-se no modelo com mais vitórias alcançadas em Rally.
Em 1995 a Lancia começou a exportar os seus automóveis para os Estado Unidos.
Em 1996 é lançado o Lancia Y, um pequeno utilitário de linhas originais que veio substituir o Lancia Y10.
Em 2002 a Lancia lança o Thesis um modelo luxuoso de linhas retro.

Fiat X-1/9

sábado, 19 de junho de 2010

O Fiat X-1/9 foi apresentado no Salão de Turim, na Itália, em Novembro de 1972, como um desportivo diferente, com linhas angulosas que lembravam uma flecha.
A carroçaria era em aço estampado, com duas portas, dois lugares e um arco de protecção atrás que fazia parte do reforço estrutural da carroçaria. Na frente, uma discreta grade na parte inferior do pára-choques e um pequeno spoiler. Media 3,97m de comprimento e pesava 920 kg. A capota era em fibra-de-vidro.
O motor, na posição central, era um 4 cilindros transversal de 1.3l e 75 cv, com carburador duplo e radiador frontal. Com ele o X 1/9 chegava a 170 km/h.
Era um carro divertido, atraente, muito original e avançado para a época. Foi o carro com motor central de maior produção no mundo. A estabilidade era muito boa por causa da óptima distribuição de peso; usava pneus 165/70 R 13.
Mais tarde, a Abarth apresentou uma versão para competição com motor de 1,8l 16 válvulas e 200 cv, colocado para competir no Campeonato Europeu de Rali. No ano seguinte a Fiat apresentava o modelo Corsa, que diferenciava nas rodas em alumínio, capot preto-fosco e um discreto aerofólio traseiro. Em 1976 chegava a Série Special para comemorar 50.000 veículos vendidos. Tinha uma faixa lateral com pequenos rectângulos verticais, pintura metalizada e tecido nos bancos diferentes.
Dois anos depois vinham maiores mudanças: o modelo denominado Five Speed, em alusão à nova caixa de 5 velocidades, com motor de 1,5l e 85 cv. A velocidade final passava a 185 km/h e de 0 a 100 km/h bastavam 11,5 s. Por fora trazia pára-choques maiores, um novo capot e jantes de aço estampado iguais às do Fiat 131 Super Mirafiori. Por dentro, novos bancos e painel.
Em 1982 o X 1/9 recebia o nome Bertone. A versão IN Fashion e IN Vogue vinha com acabamentos distintos. Eram oferecidos pintura da carroçaria em dois tons, jantes de alumínio, vidros elétricos e bancos de couro. Tornava-se mais refinado.
Um ano depois surgia outra versão de acabamento sofisticado, a VS. Jantes especiais, pintura em dois tons e bancos em couro vermelho.

Alfa Romeo Montreal

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O Alfa Romeo Montreal foi apresentado na Expo 67 em Montreal, Quebec, Canadá, como concept car. Esteticamente diferente dos Alfas anteriores, o Montreal foi construído como um coupé 2+2, distinguido pelo aspecto dos faróis dianteiros protegidos por quatro invulgares grades, obra do designer Marcello Gandini. Até à altura em o carro chegou à linha de produção em 1970, estas foram substituídos por grandes painéis individuais. Outros detalhes exclusivos incluem uma entrada de ar no capot e outras atrás das portas, meramente decorativas.Os dois primeiros protótipos eram movidos pelo mesmo motor vulgar do Alfa Romeo Giulia, mas a versão de produção foi mais agressiva, alimentada por um V8, com características de concorrência como lubrificação de cárter seco e injecção de combustível Spica. Este foi um derivado do mesmo V8 potente que foi usada no Alfa Romeo 33 de corrida.Detalhes do chassis foram herdados da Giulia GTV, incluindo a suspensão dianteira de duplos braços.Quase 4000 Montreals foram produzidos desde 1970 até 1977. Ironicamente, nenhum chegou a ser vendido em Montreal porque a Alfa Romeo ficou limitada aos mercados europeus.

História: Alfa Romeo

A marca italiana Alfa Romeo foi fundada em 1910, inicialmente com o nome de ALFA (Anonima Lombarda Fabbrica Automobili) por Ugo Stella e um grupo de investidores italianos, lançando o modelo 24 HP nesse mesmo ano.
Com o início da I Guerra Mundial a produção ficou paralisada durante três anos. Nicola Romeo assume a direcção da empresa em 1916 e converte a empresa numa fábrica bélica, ela produziu desde munições a peças para aviões. Com o fim da guerra Nicola Romeo assume o controlo total da empresa e retoma a produção de carros em 1919, mas é em 1920 que a marca se passa a chamar Alfa Romeo.
Em 1928 Nicola Romeo abandona a empresa depois de esta ter ido à falência, passando o controlo da empresa para o governo italiano. Depois de nova crise financeira o governo decide privatizar a Alfa Romeo vendendo-a à FIAT em 1986. É sob o controlo da FIAT que a Alfa Romeo perde parte da sua identidade, deixando a tradicional tracção traseira e motor longitudinal.
Desde 1910 até aos dias de hoje que a marca italiana Alfa Romeo sempre foi vista como uma marca que apresenta características inconfundíveis, tais como o som do motor as linhas italianas, entre outras. Automóveis como o Torpedo, o Spider (desenhado por Pininfarina), passando pelo Giulietta, ficaram na história pela sua elegância, tendo conquistado o imaginário dos amantes de carros. Na memória da Alfa Romeo ficam grandes personalidades como: Tazio Nuvolari, Ferrari, Fangio, Pininfarina, entre outros.

Volkswagen Beetle

domingo, 6 de junho de 2010

O Volkswagen Beetle foi o primeiro modelo fabricado pela marca alemã.
No início da década de 1930 a Alemanha era assolada por uma dura recessão, e tinha um dos piores índices de motorização da Europa. A maioria das fábricas eram especializadas em carros de luxo, montados à mão, e muito caros. Por isso a ideia de um carro pequeno, económico e fácil de produzir começou a ganhar popularidade. Era o conceito do "Volks Auto" ou "Volks Wagen", expressões alemãs que traduzem a ideia do "carro popular".
Esta idéia cativou o projectista de carros austríaco Ferdinand Porsche, um conceituado engenheiro da época, que desde 1931 abrira seu próprio escritório de desenho. Ele também tinha os seus planos para o VolksAuto, planos estes que em breve começariam a ser postos em prática
Nesta época Hitler havia ascendido ao poder na Alemanha, estando comprometido com a modernização do país e a recuperação da economia, principalmente do emprego. Entusiasta por carros desde a juventude, Hitler via com bons olhos a ideia do "carro do povo" feito por trabalhadores alemães, a exacta realização da plataforma política do seu partido.
No entanto, em 1939, com a inevitável eclosão de uma guerra na Europa, todos os recursos disponíveis foram destinados ao esforço de guerra alemão. A Volkswagen, instrumento de propaganda da capacidade tecnológica alemã, foi rapidamente integrada às ambições militares de Hitler. A produção foi interrompida e a fábrica foi dedicada a produzir veículos de guerra baseados na plataforma do Beetle - usos previstos por Porsche, no seu projecto de carroçaria separada do chassis, e pelo próprio Hitler, que tinha este uso em mente por trás da própria iniciativa em financiar todo o projecto.
Após a guerra, a Alemanha foi dividida em zonas que ficaram sob controle dos aliados. A zona em que ficava a fábrica do Volkswagen, rebaptizada após a guerra de Wolfsburg, ficou no controlo britânico. O comando da fábrica ficou nas mãos do Major Ivan Hirst, que se tornaria um apaixonado pelo Beetle.
No geral, o indestrutível projecto de Porsche, as peculiaridades da economia do pós guerra, o sucesso das iniciativas de Nordhoff, incluindo peças de publicidade criativas e divertidas acabaram por tornar o Beetle o carro mais popular da história automóvel, superando em 1972 o recorde do Ford modelo T, ao comemorar a produção de 15.007.034 unidades. Com um número final recorde de 21.529.464 carros produzidos no total (não considerando o New Beetle), o Beetle é o modelo de carro mais vendido no mundo, mantendo basicamente o mesmo projecto.
O último modelo do Beetle foi produzido no México em 2003 e podemos encontra-lo no museu da Volkswagen.

História: Volkswagen

terça-feira, 11 de maio de 2010

A marca alemã Volkswagen foi fundada em 1937 pela indústria automóvel alemã. Em 1934, Ferdinand Porsche foi encarregado de conceber um carro para o povo alemão. Tendo para isso criado o Carocha, um modelo com motor colocado atrás, tracção às rodas traseiras e refrigeração a ar. Este modelo foi um dos primeiros automóveis a ser criado com recurso a um túnel de vento.
Em 1938 é construída a fábrica da Volkswagen, mas com o início da II Guerra Mundial, a produção foi alterada para veículos militares.
Em 1948 é retomada a produção dos Carochas.
Em 1950 é laçada a Volkswagen Transporter, uma carrinha para transporte de mercadorias.
No início dos anos 50, a Volkswagen aventurou-se no mercado americano com o Volkswagen Carocha. Inicialmente o Carocha não foi bem recebido no mercado, mas rapidamente as suas vendas foram aumentando, em grande parte, devido à enorme publicidade feita.
Em 1972 o Volkswagen Carocha quebrou o recorde de unidades produzidas, anteriormente detido pelo Modelo T da Ford, vindo a produzir mais de 21 milhões de unidades.
Com a necessidade de substituir o Carocha, a Volkswagen comprou a Audi em 1964. A Audi já possuía um vasto conhecimento na produção de automóveis de tracção dianteira e motor com refrigeração a água. Através da Audi a Volkswagen procedeu à criação de novos Volkswagen: Polo, Golf e Passat.
Em 1973 é lançado a primeira geração do Volkswagen Passat, nada mais do que uma nova geração do Audi 80. Este modelo já trazia tracção dianteira e motor com refrigeração a água.
Em 1974 é lançado o Volkswagen Golf, modelo em grande parte responsável pelo sucesso da Volkswagen. O Volkswagen Golf, no conjunto de todas as versões foi o carro mais vendido em toda a Europa.
Em 1976 a Volkswagen lança o seu primeiro motor a Diesel.
Em 1985 é lançado o potente Volkswagen Polo G40, um coupé com 129 cv que atingia uma velocidade máxima de 218 km/h.
Em 1990 a Volkswagen adquire a SEAT e em 1991 a Skoda.
Na década de 90 a Audi coloca-se no patamar da BMW e Mercedes-Benz, passando a Volkswagen a ocupar o seu anterior espaço, deixando o novo espaço para a SEAT e Skoda.
Em 1997 a Volkswagen introduz a nova versão do Carocha, sendo ele baseado na tecnologia do Volkswagen Golf.
Em 1998 a Volkswagen adquire a marca de luxo Bentley e as marcas de super desportivos: Lamborghini e Bugatti.
Em 1998 é lançado o Volkswagen Lupo, um automóvel capaz de percorrer 1000 km com um depósito de 34 litros.
Em 2001 é lançado o W8, o primeiro Volkswagen com 8 cilindros e o Volkswagen Phaeton, o primeiro automóvel de luxo lançado pela Volkswagen.
Em 2002 é lançado o SUV Touareg, cujo chassis é partilhado com o Porsche Cayenne.
Em 2005 a Porsche depois de boatos que seria comprada pela Volkswagen, adquire 18.65% da Volkswagen aumentando para 30% em 2007.